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Francine Cruz apresentará livro infantil na Biblioteca Pública do Paraná

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Em junho de 2026, o Coletivo Feminino Marianas apresenta "Vovô foi embora, mas deixou muita história!", com a autora Francine Cruz e a ilustradora Débora Bacchi, no dia 13 de junho; s das 10h às 11h, na seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná (BPP), localizada na rua Cândido Lopes, 133, no centro de Curitiba (PR). Francine Cruz é Doutora em Educação (UFPR, 2025). Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná (UFPR, 2006); Especialização em Atividade Física e Saúde (UFPR, 2008); Especialização em Educação das Relações Étnico-Raciais (UFPR, 2015); Licenciatura em Letras Português/Inglês (UTFPR, 2016) e Mestrado em Educação (UFPR, 2020). Bolsista em Projeto de Pesquisa na UFPR (2003 - 2007), bolsista em Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência PIBID (2014 - 2016). Possui experiência na área de Educação com ênfase em Educação Física Escolar, Atividade Física na Terceira Idade e Educação das Relações Étnico-Raciais. Membro do Grupo ...

TRÊS POEMAS DE MARIANA AGUIAR COUTO

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fotografia do arquivo pessoal da autora  A VÓ CEGA DA MENINA INOCÊNCIA O poder está de sapatos lustrados sentado à mesa. E rabisca ordens em papéis de timbre.  Escondida em forma de dom, encontra-se a persuasão. De onde a ordem vem. O que será feito é dito com doçura — imponência bruta. Dinheiro, política, poder.  A sombra do mal é o espelho do medo. A inocência pobre. Magra,  Baixa,  De olhos grandes. Atenta. Nos seus pés o primeiro tênis. — Felicidade. Pagamento. Olhos que brilham. Então parte, segue sua missão. Obstinação precoce. Forçada.   São pés pequenos que cruzam uma longa estrada. Mãos pequenas que pulam a cerca. O terço que se prende,  Por lá cai e fica.  A vó quem deu. — Proteção.  Rasga os bichos,  Segue ordens.  Mas a surpresa é a visita do ódio… Que chega sem avisar.  A inocência toma o lugar do bicho. Morre sem ver.  Deixa a vó. Que é cega,  Esperando uma  volta.  O feijão pra esquentar....

DOIS POEMAS DE MARIA EMANUELLE OSÓRIO PRATES

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  fotografia do arquivo pessoal da autora   NA PLEURA FOI FERTILIZADA A VÁRZEA o bicho humano é filhote de gravuras nasce ternura de pés de ouro saltitando serra acima deglutindo bananeiras e estrelas esperando nas vazantes um barco que nunca chegará é preciso ensiná-lo a plantar um barco dizer que também o bicho humano é a transumância farejando as sempre-vivas navegando rumo às brânquias das colinas dizer que a essa forma em nossa língua chamamos barco (cada palavra mil e uma flores) espera a canoa, filhote humano o barco que sai de dentro da nossa caixa torácica (* poema do livro Flor na mulera ) imagem do Pinterest  -*- PALCO BANGUELA   quando estiveres no ringue que viu teu fêmur tornar-te menino lembra-te da ingremidade das ribanceiras belorizontinas com o ritmo de um mindinho esquerdo nocauteado lembra-te do primeiro beijo do primeiro soco moldado pela saliva todos os dentes na plateia têm o sotaque híbrido de tua bisavó que nunca conheceste mas foi ela quem t...

Elciana Goedert orientará Sarau na Feira do Poeta de Curitiba

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Sob a batuta da poeta Elciana Goedert será realizado um Sarau na Feira do Poeta de Curitiba, em 31 de Maio (domingo), a partir das 10h30, com leitura de alguns poemas do e-book  "Poemas para amar,dançar e sonhar", com apoio da AVIPAF. Participarão, entre outros poetas, Maria Antonieta Gonzaga Teixeira, Rita Delamari, Atilio Andrade, Isabel Furini, Carmem Soek Pliessnig, Elaine Fortunato J., Maria da Gloria Colucci, Vanice Zimerman,  Daniel Mauricio, Nilcéia Zens, Decio Romano, Madalena Ferrante Pizzatto, Paulo Roberto de Jesus, Ivani Silva, Vera Lucia Cordeiro, Sonia Cardoso, e outros. Elciana Goedert e Isabel Furini realizarão a leitura em espanhol de poemas das poetas: Araceli Otamendi, Graciela Pucci (Argentina) Devora Dante (Colômbia) e Sheina Lee (Uruguai). Também serão lidos poemas de poetas que participaram no e-book, mas não estarão presentes por morar em outros estados: Marli Boldori, Izabel Rodrígues, Rosani Abou Adal, Ma. Mafra Souza, Divani Medeiros e Marli Voigt...

UM EXCERTO DO POEMA "E SE A CIDADE FOSSE UMA MULHER?", DE SARAH OLIVEIRA CARNEIRO

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fotografia do arquivo pessoal da autora  "E SE A CIDADE  FOSSE UMA MULHER ? " fotografia de Luciano Fogaça "Os mares continuariam a ter maré vazante, ela seria uma circunferência  e já nasceria livre. As praças teriam árvores com tranças  de laço e as manifestações políticas  percorreriam a Rua dos Cataventos do poema de Mário Quintana. Os prédios dariam mais chance às belas paisagens, hoje ofuscadas atrás  da imponência dos fálicos arranha-céus. O rural não seria o oposto do urbano.  Haveria mais correspondência,  o que permitiria que as feiras populares  do Sertão respirassem integralmente  em meio à fisicalidade destrambelhada da malha citadina. Contradições e paradoxos? Sim, teríamos.  Porém, não fugiríamos das suas antíteses. fotografia de Luciano Fogaça Espalhados pelos bairros  estariam os conselhos matriarcais comandados pelas agricultoras, mães, lavadeiras, mulheres negras, brancas, mestiças, indígenas,  lésbica...

Rita Delamari e Danielle Psique lançam livros na Biblioteca Pública do Paraná

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A poeta Rita Delamari e a escritora @daniellepsique lançam os livros "Maré de Vênus" e "Enquanto eu me lembrar de mim", com a participação da nossa convidada especial, Major PM Carolina P. F. Zancan, Coordenadora Estadual da @patrulhamariadapenha.pmpr abordando a prevenção à violência contra a mulher. Atividades: Apresentação e vendas dos livros e sessão de autógrafos.  Mediação de Valeria Borges da Silveira: @bibliotecapr @valeriaborgesdas  Maré de Vênus, de Rita Delamari , é uma obra poética que celebra e explora a força, a dor e a resiliência das mulheres. Dividido em três partes — "A Capa da Heroína", "A Pétala de Aço" e "O Lilás da Aurora" —, o livro navega por temas como amor, violência, ancestralidade, sororidade e libertação. Com uma linguagem sensível e poderosa, a autora homenageia figuras femininas históricas e anônimas, transformando suas lutas e vitórias em versos que refletem a maré de emoções e transformações que toda mul...

Isabel Furini, Sonia Cardoso, Izabel Rodrígues e Vanice Zimerman: Dia das Mães

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Arte digital de Isabel Furini   Exigência Isabel Furini Ser mãe  não é ser perfeita é, simplesmente, estar sujeita a seus filhos com os laços do amor ** Semente  Sonia Cardoso Eras cabeça dura, Mas sempre guarda-sol Um pouco tulipa negra, mas  Quase sempre jardim florido  E ali me plantaste ** Mãe  Izabel Rodrígues Guandalini Uma deusa A flor mais perfumada do jardim Um anjo enviado por Deus   A mais bela entre as mulheres  A mais doce... Uma fada que me acalma só em sorrir para mim... ** Nuances de um sonho... Vanice Zimerman À luz da manhã sutil ilumina O desenho do menino, Deixado à cabeceira da cama... Enquanto ele desperta Senti em tua testa, O suave aconchego Da etérea mão, de sua mãe, Emocionado, ele sorri...   Acadêmica da AVIPAF (Cadeira 16 - Mario Quintana)

TRÊS POEMAS DE MARTA FERREIRA

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fotografia do arquivo pessoal da autora  MATURIDADE Não abaixo a cabeça por não ser a excelência que  alguém quer nem me escravizo no senso  de inferioridade Sou a mulher que posso ser dentro de cada oportunidade aplaudo minha importância vivo na paz;  sou arte foco na prosperidade Descarto preconceito para curtir a beleza dos tempos somos todos comuns no amor, na alegria;  tenho valor  o diferente é só vaidade. imagem do Pinterest  -*- GRITO DO AGORA Neste dia, o “sim” é para mim regozijando minha beleza e salto nos braços da esperança para onde está o chão que me  acolhe sem medir Piso firme, sem pressa  seguro minhas mãos com ímpeto e recupero meus sonhos de criança abraço minha alma  remida na boa  lembrança E fecho os olhos, gritando alto: “daqui não mais saio”, enquanto vejo horizontes há tanto tempo perdidos abrindo portas para eu entrar. imagem do Pinterest   -*- É POSSÍVEL RENASCER Mergulho dentro de mim e encontro min...

Isabel Furini e Sonia Cardoso: Poemas de Outono

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Folhas do outono Isabel Furini folhas amarelas com gestual de dançarinas c a e m  das árvores  e se apinham nas esquinas ** Outono  Sonia Cardoso A frialdade das Madrugadas anuncia: Tempo dos marrons cálidos Dos frutos maduros, Das chuvas de folhas e  Pétalas coloridas  Que a terra pede Pausa e frescor  Ofertando perfumes  Maturação e ponderação  Proteção e abundância  Para a terra, o mar, a vida.

Araceli Otamendi: História de Retratos (Conto)

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Araceli Otamendi - Fotogradia de Oskar Molek História de Retratos (Conto de Araceli Otamendi) Traduzido ao português pela professora e poeta Carmem Andrea Soek Pliessnig Possui uma moldura oval de madeira escura, com dois anjinhos negros e gordinhos tocando harpa na parte superior. Pintado a óleo, apresenta tênues vestígios das pinceladas do pintor. O fundo é verde-escuro. No retrato, o tio Domingo está de pé com uma das mãos dentro do casaco, com uma expressão de "Vou quebrar, mas não vou dobrar". O cabelo escuro tem ondas sobre a testa. Sobrancelhas grossas, olhos redondos, olhar severo. Nariz reto, com narinas arrebitadas, atitude de sentir mal cheiro. Encontrei-o encostado no batente da janela da sala de leitura da biblioteca. Ao levantá-lo, notei que seu olhar agora era suplicante. Os olhos cravados em mim, tentando expressar-se. — O que foi? Por que está me olhando assim? Perguntei ao retrato do tio Domingo. — Por que você me colocou ao lado dela? Eu não soube de quem m...

UM CONTO DE DEBORAH R. CORDEIRO

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fotografia do arquivo pessoal da autora   INTIMIDADE  Já senti o ódio da quina inferior esquerda do aparador pelo meu dedo mindinho do pé. Como inimigo à espreita, todas as vezes que ela se sente minimamente ameaçada se atravessa voluptuosamente contra o menor de todos. Era de se esperar um contra-golpe do dedinho, mas ele alimenta o ciclo, mesmo levando a pior. Tive que mover o móvel de lugar, já que meu pé não conseguia mudar a rota de colisão. Me intriga. Os objetos precisam das minhas mãos para quase tudo, me sinto no dever de não deixar nenhum morrer por inanimação. Nos dias de chuva, as dores de família estalam nas minhas falanges. Eu mal conseguia colocar as duas mãos num vinil para fazê-lo tocar. Antes de cozinhar, eu geralmente coloco o B.B. King , ouço The thrill is gone com alguns engulhos deixados no ralo da minha garganta. Outro dia, cozinhando e cerrando meu cérebro com a voz rouca do King , minha Panela me provocou até o limite da sanidade, derrubando sucessiva...