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Mostrando postagens com o rótulo Crônica poética

Preta em Traje Branco | Fotopoesias encorpadas de Susana Malu Cordoba

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Coluna 10  Foto por Sonia Regina Bischain Fotopoesias encorpadas de Susana Malu Cordoba A foto marca o início, a descoberta da palavra.  Foi ali que toda uma vida anterior se esvaiu por entre os meus dedos.  Discreta e invasiva   a poesia marcava esse corpo de carne e ego. Primeiro, consumiu meus olhos, no espelho e nas fotos passei a carregar novos  olhos que não os meus, os olhos antigos foram arrancados e me deram esses de presente, esses que se prendem no horizonte e sem motivo algum se perdem no amontoado de casas sem reboco.   Depois me arrancou a voz, mas não toda a voz, me arrancou aquela voz antiga precoce que antecede a dor, t ambém me tirou a pele... essa roupagem talhada de estigmas. Invasiva a poesia vem e me imputa novas vestes e a pele de hoje é tão frágil quanto a certeza de que um dia ensolarado é um dia feliz. Agora ela deu de mexer com minhas mãos essas que até ontem eram mãos de trabalho, mas que hoje se revolta......

UniVerso de mulheres 10 - A crônica urbana e poética de Fernanda Vieira, por Valeska Brinkmann

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UniVerso de Mulheres 10                                                                       A crônica urbana e poética de Fernanda Vieira , por Valeska Brinkmann Nada mais importa   Que me importa o que eles falam? Que me importa o que eles dizem? Deslizo meu corpo na fluidez da minha liberdade de mulher que sabe, sabe que nada mais importa. Cantarolo uma música de que não sei a letra. Eu que nem sei como pavimentei esse caminho pelo qual vou me escorregando. Vou me abrindo na confiança de ser sempre nova amanhã. E meus olhos recebem desejosos seja lá o que tocarem. Escancarei as janelas da minha alma porque perdi o medo de me machucar no escuro. Tão perto de mim que pouca coisa importa. Esbarro nas coisas e derrubo pedaços de mim por aí, descuidada. Hoje eu me abri para o...

A intensa e ousada poética de Amanda Helena em uma crônica e um poema

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Pinterest, sem anotação de autoria A MENINA ESCUTA RAY, ENQUANTO O MUNDO ENFUMAÇADO SORRI.                             por Amanda Helena                                 Ai de mim que contemplo o muro caiado dos sepulcros e seu portão de ferro bruto e roubo a história dos ossos em meu pensar. Sim, chego a sentir inveja dos ossos que se tornam vivos em minha mente , penso na mesa posta, numa família reunida, nas músicas que ouviram, no sexo que suaram e nas batalhas perdidas. Repousam agora serenos e não há mais épocas e talvez alguma alma ali recolhida também me mire e sinta inveja por eu ter vida (???) Digo, pois, a tal alma perdida " não se engane, há em mim mais pó, que das almas partidas". Naquelas lajes encerraram se histórias com sentido, de uma simplicidade pacífica e dão enfim descanso as que nessa terra anda...